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Bohr

Niels Henrik David Bohr nasceu em Copenhague, na Dinamarca, no dia 07 de outubro de 1885. Foi um importante físico que estudou a estrutura atômica e a física quântica.

Seu pai (Cristian Bohr) era professor e sua mãe era de família judaica. Quando era estudante, participou de uma promoção da Academia de Ciências de Copenhague. Quem conseguisse resolver um determinado problema cientifcio, ganhava um prêmio. Bohr fez uma investigação teórica e experimental sobre a tensão superficial provocada pela oscilação de jatos fluídos no laboratório de seu pai. Ganhou o prêmio, que era uma medalha de ouro e seu trabalho foi publicado em 1908, em Transaction of the Royal Society.

Em 1911, licenciou-se e trabalhou com os cientistas Joseph John Thonsom e Ernet Rutherford, na Inglaterra. Realizou trabalhos sobre a absorção de raios alfa publicado na Philophical Magazine, em 1913. A partir deste momento, começou a dedicar-se à estrutura atômica baseando-se nos trabalhos sobre núcleo atômico de Rutherford. Neste mesmo ano, casou-se com Margreth Norlund e mais tarde teve seis filhos. 

Estudando o átomo de hidrogênio, conseguiu formular um novo modelo atômico. Sua teoria foi aceita e aos 28 anos de idade, Bohr já era um físico muito conhecido e com uma carreira brilhante. De 1914 a 1916 foi professor de Física teórica na Universidade de Vitoria, em Manchester. Em Copenhague foi nomeado diretor do Instituto de Física Teórica no ano de 1920.

Em 1922, recebeu o Prêmio Nobel de Física. Escreveu o livro “The Theory of Spectra and Atomic Constitution”. Estudou ainda, o princípio da correspondência, estrutura de átomos complexos, radiações X, variações progressivas das propriedades químicas dos elementos e núcleo atômico. Estudou também fenômenos como a fissão do urânio. Encontrou-se na Filadélfia com Albert Einstein e Fermi para disctir sobre o assunto.

Em 1933, com seu aluno Wheeler, Bohr aprofundou a teoria da fissão nuclear. Previram a existência de um novo elemento químico, que mais tarde seria o plutônio.

Na Quinta Conferência de Física Teórica, em 1937, defendeu o trabalho de L. Meitner e Otto R. Frish em Washington, EUA. Também sobre a fissão do urânio. Seus trabalhos sobre a “eoria da gota” foram publicados em uma revista.

Em 1934, refugiou-se nos Estados Unidos porque os nazistas haviam ocupado a Dinamarca. Na América, foi consultor do laboratório de energia atômica de Los Alamos. Neste laboratório, alguns cientista iniciavam a construção de uma bomba atômica.

Bohr, sabendo da gravidade que era a construção de uma bomba atômica, dirigiu-se a chefes de estados como Churchill e Roosevelt. Porém, em 1945, a primeira bomba explodiu em Alamogordo. Em agosto do mesmo ano, a bomba atômica explodiu no Japão, nas cidades de Hiroshima e três dias depois em Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial.

Em 1945, após o fim da guerra, retorna à Dinamarca e é eleito presidente da Academia de Ciências. Em 1950, escreve a “Carta Aberta” às Nações Unidas e em 1957 recebe o Prêmio Átomos para a Paz. Dirige, também o Instituto de Física Teórica, que mais tarde começou a ser chamado de Instituto Niels Bohr.

Em sua homenagem, o elemento químico 107 recebeu o nome de bóhrio (Bh). Bohr morreu vítima de trombose, aos 77 anos, em 18 de novembro de 1962.

Como referenciar: "Bohr" em SóQ. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2018. Consultado em 16/07/2018 às 23:10. Disponível na Internet em http://www.soq.com.br/biografias/bohr/